Tudo que você precisa saber sobre a gonorreia

Tudo que você precisa saber sobre a gonorreia

Com certeza você já ouviu falar da gonorreia não é mesmo? Sabia que ela tem vários outros nomes? Olha só:

  • pingadeira
  • uretrite gonocócica
  • blenorragia

Desde que estava na escola nas aulas de ciências esse nomezinho surge volta e meia…Mas você sabe do que se trata? Como ela afeta o corpo humano ?

Se você ainda tem dúvidas a respeito dessa DST leia nosso artigo e fique bem informado.

Mas afinal, o que é a gonorreia?

Gonorreia ou blenorragia é uma DST (doença sexualmente transmissível) relativamente comum, contabilizando mais de 2 milhões por ano nas estimativas dos órgãos de saúde brasileiros. Ela afeta tanto homens quanto a mulheres.

A gonorreia é uma das DST’s que mais tem crescido no Brasil e no também no mundo.

Para você ter uma ideia, no ano de 2017 a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou a população mundial que a bactéria  transmissora da gonorreia (Neisseria gonorrhoeae) está se tornando cada vez mais resistente à antibióticos.

Isso e algo preocupante, já que é uma doença de fácil contágio e com medicamentos cada vez menos eficazes pode acarretar complicações mais severas a longo prazo.

Como acontece a transmissão da gonorreia

A transmissão da gonorreia ocorre por via sexual. Ela pode ser transmitida em qualquer contato sexual, seja na penetração vaginal ou mesmo anal e até mesmo por sexo oral. Além de obviamente afetar os genitais, ela ainda pode apresentar manifestações em outros órgãos, como:

  • pele
  • garganta
  • olhos
  • articulações.

Nesses casos a literatura médica denomina: infecção gonocócica disseminada, mas esses são casos menos frequentes.

A gonorreia também pode vir a infectar  bebês durante o parto se a mãe estiver com a bactéria. Ela é muito perigosa caso não tratada durante a gestação, já que a gonorreia pode aumentar o risco de prematuridade.

Os bebês infectados tendem a manifestar conjuntivite (oftalmia neonatal), apresentando olhos vermelhos e inchaço das pálpebras, sintomas estes que surgem de dois a quatro dias após o nascimento.

Em geral os sintomas são de baixo risco, mas alguns casos específicos podem incluir manifestações mais graves, incluindo meningite no bebê e  infecções na corrente sanguínea.

gonorreia em homem

Os sintomas de Gonorreia

Na maioria dos casos, a gonorreia passa despercebida. Como seus sintomas são muito comuns e idênticos a outras doenças  sexualmente transmissíveis, a gonorreia pode ser facilmente confundida com outras infecções.

Os sintomas também são distintos ao acometer homens e mulheres, veja só:

Sintomas da Gonorreia no homem:

No pênis, os sinais mais comuns da gonorreia são:

  • Dor e/ou ardência durante a micção
  • Saída de pus pelo canal da uretra
  • Dor e/ou inchaço em um dos testículos

Cabe lembrar que em nós homens os sintomas tendem a ser mais fortes e aparentes, e já no caso das damas, muitas vezes a gonorreia é assintomática, sendo descoberta durante exames ginecológicos de rotina.

Sintomas de Gonorreia na mulher:

Na vagina feminina, os sintomas são estes:

  • Aumento no corrimento vaginal, que passa a ter uma cor amarelada e odor desagradável (lembre-se que é distinto do corrimento vaginal normal decorrente da ovulação)
  • Dor e ardência ao urinar
  • Sangramento anormal ocorrendo fora do período menstrual e podendo ser acompanhado de dor ou desconforto
  • Dor na região abdominal
  • Dor na área pélvica

 

Sintomas da gonorreia quando ocorre em em outras partes do corpo:

Os sintomas abaixo listados são comuns a homens e mulheres quando a bactéria que causa a gonorreia acomete outras regiões corporais:

  • Olhos: dor, sensibilidade à luz e secreção de pus em um ou nos dois olhos
  • Garganta: dor e dificuldade em engolir, presença de placas amareladas na garganta
  • Reto: coceira na região anal, secreção de pus e sangramento
  • Articulações: se a bactéria afetar alguma articulação do corpo, esta poderá ficar quente, vermelha, inchada e muito dolorida (nesse caso, chama-se artrite séptica gonocócica)

Causas da gonorreia

A gonorreia, como dito antes é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, popularmente conhecida como gonococo.

Ela não é restrita a grupos específicos, muito pelo contrário, qualquer pessoa com vida sexual ativa (e diga-se de passagem, desprotegida) pode contrair a gonorreia.

A bactéria causadora da gonorreia tende a se proliferar em áreas quentes e úmidas do corpo, como o canal que leva a urina, a uretra.

Essa bactéria também pode ser encontrada também no sistema reprodutor feminino:

  • tubas uterinas
  • útero
  • colo do útero

Apesar de ser uma doença sexualmente transmissível muito comum, alguns fatores de risco podem sim facilitar a contaminação do indivíduo com a bactéria causadora da gonorreia.

Os maiores fatores de risco são:

  • Ter parceiros sexuais diversos
  • Praticar sexo sem proteção
  • Ter um parceiro sexual com histórico médico de qualquer DST
  • Pouca idade
  • Uso abusivo de álcool ou de substâncias entorpecentes

Indo ao médico para tratar a Gonorreia

Se você estiver com sintomas que são característicos da gonorreia o primeiro passo é ir ao médico ok? Nada de apelar para o Dr. Google (risos). Entre os profissionais que podem lhe oferecer um diagnóstico correto e preciso estão:

  • Médico Ginecologista (para mulheres)
  • Médico Clínico geral
  • Médico Infectologista
  • Médico Urologista

Pode ser constrangedor para algumas pessoas ir ao médico quando se tem suspeita de DST, porém não fique esperando pois o quadro pode piorar.

Portanto estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Procure já chegar na consulta com anotações dos seus sintomas e há quanto tempo eles apareceram.

Tenha se possível seu histórico médico, doenças preexistentes e medicamentos de uso contínuo (se for o caso).

Seja sincero e responda verdadeiramente as perguntas do médico, isso é essencial na consulta.

Ele fará perguntas sobre os sintomas, o tempo que apareceram e sua intensidade. Também perguntará se você teve contato sexual sem proteção, se tem parceiro fixo ou não.

Aproveite e informe-se bem para que não venha a contrair essa infecção novamente no futuro. Siga as orientações médicas para um tratamento efetivo.

Exames que auxiliam no diagnostico da Gonorreia

Entre os exames que o médico poderá solicitar para confirmar ou não o diagnóstico de gonorreia estão:

Coloração de Gram

A gonorreia pode ser identificada por meio de um método simples que consiste na observação de uma amostra de secreção no microscópio.

Essa técnica é chamada de coloração de Gram. Apesar de ser de rápido resultado, esse método não é o mais sensível ou confiável.

Os exames de coloração de Gram usados para diagnosticar a gonorreia incluem:

  • Coloração de Gram do colo do útero em mulheres
  • Coloração de Gram do corrimento uretral em homens
  • Coloração de Gram dos fluidos em geral, dependendo da região acometida, como no caso de articulações afetadas pela bactéria

Exames de cultura de bactérias

As amostras para cultura de bactérias ,com o intuito de identificação da bactéria em laboratório, podem resultar num diagnóstico mais preciso e definitivo da infecção por gonorreia.

Geralmente, as amostras para uma cultura são colhidas:

  • do colo do útero
  • da vagina
  • da uretra
  • do ânus
  • da garganta.

Os testes podem apresentar um diagnóstico preliminar em 24 horas e um diagnóstico confirmado em 72 horas. Este método é mais sensível e mais específico que os exames de coloração de Gram.

PCR – Proteína C Reativa

Os exames que pesquisam o DNA do gonococo são bem úteis para a triagem em pacientes sem sintomas aparentes, já que esse exame mostra se há infecções latentes no corpo.

São mais rápidos do que as culturas bacterianas e podem ser realizados em amostras de urina ou de sangue, que são muito mais fáceis de coletar e menos constragendoras do que amostras da região genital.

Geralmente, são feitos pelo método de reação em cadeia da polimerase (PCR).

NAAT

NAAT e a sigla que denomina os testes de amplificação de ácido nucleico e fazem de forma simultânea o diagnóstico da gonorreia e infecção por clamídia e depois os diferencia em um teste subsequente específico.

Os NAAT tendem a oferecer um diagnóstico muito preciso.

Exames para outras DSTs

Se o diagnóstico da gonorreia se confirmar, e muito provável que o médico solicite outros exames relacionados a outras doenças  sexualmente transmissíveis, como:

  • clamídia
  • sífilis
  • hepatite B
  • HIV

No caso específico das mulheres maiores de 21 anos o médico pode solicitar um exame de Papanicolau, caso não tenha sifo feito recentemente.

Tratamento para a Gonorreia em pessoas adultas

Há dois objetivos no tratamento de uma DST: o primeiro é mais óbvio e  curar a infecção enquanto o segundo é interromper a cadeia de transmissão da doença.

Para o caso de casais, o ideal é que ambos façam o tratamento para uma cura eficaz, se não é possível que haja novas infecções.

Por se tratar de uma doença bacteriana, o tratamento pode ser feito por meio de antibióticos. O médico irá avaliar seu caso e receitar outros medicamentos caso sua infecção seja mais severa e tenha acometido também as articulações.

Se houverem erupções cutâneas ou dores mais fortes na região pélvica ou abdominal tratamentos combinados serão necessários.

Após o término do tratamento medicamentoso também devem ser realizados exames para garantir que a infecção tenha sido curada.

Tratamento para bebês com gonorreia

Em caso de bebês, rotineiramente os pediatras aplicam um medicamento imediatamente após o parto nos olhos do recém-nascido para evitar infecção.

Se ainda assim o bebê desenvolver a infecção, poderá ser tratado com antibióticos também.

Medicamentos recomendados para Gonorreia

Os medicamentos comumente usados para o tratamento de gonorreia são:

  • Amoxilina
  • Amoxil BD
  • Amoxicilina + Clavulanato de Potássio
  • Ampicilina Sódica
  • Azitromicina
  • Bepeben
  • Cefanaxil
  • Ceftriaxona Dissódica
  • Ceftriaxona Sódica
  • Ciprofloxacino
  • Doxiciclina
  • Eritromicina
  • Norfloxacino

Lembre-se que somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. NUNCA se automedique.

Também não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Evite falhar os dias e horários prescritos para um controle efetivo da gonorreia.

E o principal: A Gonorreia tem cura?

A gonorreia comum, que acomete os genitais e que ainda não se espalhou costuma ter um tratamento tranquilo com antibióticos.

Mas até mesmo uma infecção mais grave também pode se resolver com tratamento medicamentoso. Contudo, ainda que se trate de uma doença curável, o ideal é precaver-se, optando sempre pelo sexo protegido.

Porém, a Gonorreia, quando não tratada, ou quando ocorrem repetidos episódios de infecção, pode levar a complicações mais graves, como:

 

Infertilidade feminina e doença inflamatória pélvica:

já que a doença pode se espalhar pelo útero e pelas tubas uterinas, causando inflamação nestes e nos demais órgãos genitais internos femininos, conhecida como DIP, de “doença inflamatória pélvica”.

 

Essa doença aumenta os riscos de complicações gestacionais e podem levar à gravidez fora do útero e, sim, em casos severos também, à infertilidade.

Recomenda-se tratamento imediato para DIP .

Epidimite:

Já no pênis, a gonorreia não tratada pode causar epididimite, uma doença que leva à inflamação no reservatório de esperma que fica junto ao testículo.

A epididimite, se não for tratada corretamente, pode levar à infertilidade masculina também. Outras complicações são o estreitamento da uretra e a inflamação da próstata (prostatite).

Infecções generalizadas:

A bactéria pode entrar na corrente sanguínea e se espalhar pelo corpo, inclusive pelas articulações. Isso pode despertar alguns sintomas característicos, como febre, feridas na pele, dores nas articulações, inchaço e enrijecimento muscular.

Aids/HIV:

Ter gonorreia ou qualquer outra DST torna a pessoa mais suscetível ao contágio com o HIV, o vírus da imunodeficiência humana, a temida AIDS.

Prevenindo a Gonorreia

Usar preservativos na relação sexual é o melhor meio para se prevenir da gonorreia.

Procure usar camisinha em todo tipo de contato sexual, seja ele vaginal, anal ou oral, já que a gonorreia ocorre por contágio nestas regiões.

Se sua parceira tiver gonorreia, evite ter relações sexuais até que ela esteja completamente tratadas e curada. O ideal é que você também faça o tratamento.

Se o infectado for você as precauções devem ser as mesmas.

Lembre-se que a doença pode voltar caso uma das partes não tenha recebido o tratamento adequado.

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