Excesso de masturbação pode levar à infertilidade?

Excesso de masturbação pode levar à infertilidade?

Existem muitos mitos acerca da masturbação, que há tempos é vista como algo ”proibido” e ”impuro”. Desde a velha crença de que se masturbar provoca o crescimento de pêlos nas mãos, a maioria destas suposições procura imputar alguma punição ou prejuízo para o indivíduo que se masturba.

A masturbação (ou onanismo) nada mais é do que uma relação sexual praticada sozinho e que, no caso do homem, envolve a excitação, ereção, estimulação tátil do pênis e ejaculação. Deste modo, assim como numa relação sexual praticada a dois, não existe nada de prejudicial. 

Os testículos promovem uma produção contínua de espermatozóides, que são armazenados nos epidídimos (orgãos localizados posteriormente aos testículos); a maior parte do volume do esperma é gerado pela próstata e vesículas seminais, que no momento da ejaculação expelem suas secreções juntamente com os espermatozóides através do canal da uretra. 

Se um homem tem repetidas ejaculações num curto espaço de tempo, seja através de relação sexual a dois ou masturbação, pode não haver tempo para que estas glândulas reponham seu ”estoque” de esperma. Deste modo, o sêmen eliminado será mais liquefeito, com menor volume e com uma concentração menor de espermatozóides. 

Mas isto não quer dizer que haja risco para a saúde do indivíduo. Guardado certo tempo de abstinência sexual, o esperma terá suas características ótimas novamente, estando este homem apto a fecundar uma mulher. 

Portanto, do ponto de vista médico, não existe o risco da masturbação levar à infertilidade ou dano à saúde do homem. Mas temos que observar que pode haver um quadro obsessivo em alguns indivídios, que se masturbam excessivamente e comprometem suas atividades cotidianas normais. Neste caso podemos considerar que a masturbação vai acarretar prejuízo mental e social para este paciente, o que requer tratamento psicológico e médico adequado. 


Mitos e Verdades 

– O homem que se masturba não fica impotente com o passar do tempo. Não há este risco, pois como numa relação sexual a dois, a masturbação se vale da fisiologia normal da ereção masculina, o que não tem nada de deletério. 

Juliano Plastina, urologista e membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia

 

Fonte: bonde .com.br

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